HISTÓRIAS MESTIÇAS

Mestiçagem brasileira é investigada em nova exposição do Instituto Tomie Ohtake.

Segunda, 08 de setembro de 2014


O Brasil tem uma cultura mestiça muito grande. Inegável pela história, a mestiçagem do povo brasileiro tem seu início com os índios e os portugueses colonizadores. Mais tarde, alguns povos que pra cá imigraram, mais os africanos trazidos como escravos, somaram para criar a multifacetada raiz brasileira. Com o intuito de descobrir as matrizes formadores desse povo, os curadores Adriano Pedrosa e Lilia Schwarcz passaram dois anos em pleno processo de investigação. O resultado disso é a exposição Histórias Mestiças, em cartaz até o dia 5 de outubro, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A entrada é gratuita e estão em exibição mais de 400 obras, incluindo títulos de Adriana Varejão, Anita Malfatti, Tarsilla do Amaral e Benedito Calixto.

"Operários", clássica obra de Tarsila do Amaral, de 1933, é um dos trabalhos expostos na mostra.

Histórias Mestiças tem como principal objetivo provocar e trazer à tona um tema que, embora às vezes de forma discreta, está presente no imaginário brasileiro: quem mestiçou quem? A resposta, claro, não vem da obviedade. Por meio da análise dos trabalhos da mostra, o visitante é levado à busca dos motivos de existência da exclusão social, como se combinam o prazer e a dominação e quais as obscuras histórias do processo de mestiçagem brasileira. Com a observação da obra exposta, é possível entender que essas questões não possuem respostas exatas ou sequer existem respostas.


Obra de 1998, "Contingente Yanomami", de Adriana Varejão, é outra obra em destaque na exposição.

A exposição é dividida em seis núcleos – Mapas e Trilhas; Máscaras e Retratos; Emblemas Nacionais e cosmologias; Ritos e religiões; Trabalho; Tramas e Grafismos. Interativa, mescla a exibição de telas, esculturas, instalações, mapas, artefatos indígenas e africanos, fotos, documentos, textos, vídeos e histórias. A proposta da curadoria é reunir e resignificar linguagens sem hierarquizar culturas, mestiçando ainda gerações de artistas e autores com cruzamentos temáticos e conceituais, sem preocupação cronológica. Segundo Pedrosa e Schwarcz, o intuito maior foi fazer convite a artistas nacionais, africanos e ameríndios, a fim de que suas obras conversem entre si, priorizando um debate mais amplo e que rompa barreiras.


Obra sem título, de 1996, da coleção particular de seu autor, Luiz Zerbini. Os créditos da imagem são de Vicente de Mello.

SERVIÇO
Histórias Mestiças
Preço:
Gratuito
Local: Instituto Tomie Ohtake (Rua dos Coropés, 88 Pinheiros – Setor Oeste) São Paulo.
Quando: de 16/08 a 05/10; de terça a domingo, de 11h às 20h.

COMENTÁRIOS

Tatiana Potrich 08/09/2014 18h58

I ♥ Brazil!

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