CENTRO DE CONVENÇÕES ULYSSES GUIMARÃES

Neste icônico projeto, Sergio Bernardes contemplou a vista de Brasília com uma grande construção horizontal.

O arquiteto carioca Sergio Bernardes foi um homem à frente de seu tempo. Dono de grandes obras residenciais espalhadas pelo país, ele sempre se preocupou com questões sociais e falava de compartilhamento muito antes da internet ser o que é hoje. Recentemente, Thiago Bernardes, neto do profissional, em conjunto com Gustavo Gama Rodrigues e Paulo de Barros, fez um documentário contando um pouco da vida deste ícone da arquitetura. Para saber um pouco mais sobre a película, clique aqui.
A história do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, originalmente idealizado por Sergio Bernardes, começa em 1973, quando aconteceu o início das construções de um prédio que funcionaria como Espaço Cultural. Pouco tempo depois, com a crescente demanda do mercado do turismo na região de Brasília e com possibilidade de receber feiras, convenções, seminários e congressos, o projeto inicial foi alterado em 1978.
Em 1979, o então Centro de Convenções de Brasília foi inaugurado, já com essa premissa, de servir, além de espaço cultural, como um complexo que suprisse a necessidade de um local para realização de eventos diversos. Em 10 anos de funcionamento, conseguiu sediar mais de 580 eventos. No ano de 1989, teve participação direta no processo de redemocratização do Estado brasileiro. Na ocasião, as primeiras eleições diretas que o país realizou após o regime militar foram recebidas pelo Centro de Convenções.
Nos anos 1990, Sergio Bernardes foi convidado para fazer o projeto de ampliação do Centro. Devido à demanda e ao forte crescimento e dinamismo de Brasília, o complexo pedia por mais 2 alas, para conseguir manter a excelência de seu funcionamento. À época com a idade avançada, Bernardes dividiu a responsabilidade deste projeto de peso com o escritório Mayerhofer & Toledo APC. Pouco tempo mais tarde, com o falecimento do arquiteto, o trabalho passou a ser coordenado por Luiz Cláudio Franco.
Do prédio original, que guarda parcas semelhanças da atual estrutura, foram mantidas a ideia da horizontalidade, e as curvas e o desenho em forma de ampulheta, que antes eram de concreto. Com o projeto de reforma, passou a ser revestido por chapas de aço galvanizadas. Na ampliação foram criadas as alas norte e sul, e acrescentada uma cobertura curva, que une todo o projeto.
Depois da ampliação, o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, nome oficial desde 1992, recebido em homenagem póstuma ao presidente Ulysses Guimarães, passou a ter 54 mil m² de área, com espaço para receber cerca de 10 mil pessoas. Hoje, é referência nacional para a realização de eventos, palestras, feiras, shows e congressos. A horizontalidade do projeto, aliada à imponente fachada, é um acréscimo à vista de Brasília.

AS ALAS
Na ala sul, climatizada, a área é destinada para a montagem de exposições e feiras, e possui 10,2 mil metros quadrados. Na ala oeste, que possui um vão livre de 2 mil metros no térreo, o interior possui quatro auditórias, que podem ser utilizados como teatro e cinema. O Auditório Máster, com capacidade para 3 mil pessoas, está situado na ala norte, que ainda conta com 13 salas moduláveis, camarins, área multiuso, sala VIP e de imprensa. Nesta ala, existe ainda um sistema que potencializa sinais de telefones móveis e ar condicionado.

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