Máquina do tempo

Fotógrafo americano ganhou destaque com fotos em placas de vidro produzidas com técnicas do século 19

Terça, 10 de outubro de 2017
O advento da fotografia mudou o mundo, não há como contestar esse fato. A criação de uma máquina capaz de congelar e capturar momentos reais e “eternizá-los” foi um marco. Hoje fotos estão enraizadas no nosso cotidiano de forma definitiva, não chamam mais a atenção pela novidade, mas sim por quesitos como beleza e originalidade.

Eis que então um fotógrafo de Nashville, nos Estados Unidos, resolveu inovar resgatando o passado. Giles Clement utiliza equipamentos e métodos de revelação que datam da metade do século 19, em torno de 1850 e 1860, para produzir suas obras. A iniciativa do artista virou notícia em sites no mundo todo.

Uma das técnicas utilizadas por Clement é a tintype, técnica que usa placas de estanho fino. É tipo de fotografia que capturou uma maior variedade de configurações e temas que qualquer outro. O outro método usado pelo fotógrafo é o ambrotype, em que a fotografia é feita colocando o negativo de vidro sobre um fundo escuro.

Já os equipamentos que o fotógrafo utiliza são de uma época em que as câmeras eram feitas por artesãos como peças únicas, cheias de pequenas falhas e imprecisões que trazem personalidade e singularidade para as imagens. “As falhas inerentes a estes instrumentos prestam-se perfeitamente ao meu ponto de vista de um mundo lindamente imperfeito”, explica ele em seu site oficial.

Confira algumas das obras de Giles Clement em tintype e ambrotype:










 

 







 

COMENTÁRIOS

Rosa Yazigi 15/09/2016 09h03

Uma imagem diz mais que mil palavras... Belas fotografias de Giles Clement, inovando o passado para um trabalho artístico rico e com ares ilusionista.

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