Guinness verde e amarelo

Grafite de artista brasileiro entra para o livro dos recordes

Terça, 30 de agosto de 2016
Sensação durante os jogos Olímpicos, o mural Etnias, do artista Eduardo Kobra, acaba de entrarpara o Livro dos Recordescomo o maiorgrafite do mundo. Pintado no Boulevard Olímpico, em plena áreaportuária do Rio de Janeiro, a obraimpacta com seus 3 mil metros quadrados de muitacor e expressividade, onde se destacamrostos dos povosprimitivos de Nova Guiné, Etiópia, Tailândia, Europa e das Américas, ligados pelos arcos olímpicos.



Durante a realização dos jogos, o artista chegou a se surpreender com a quantidade de postagens em que foi marcado nas redes sociais, de fotos feitas diante do mural. “Pessoas do mundo todo”, reforça Kobra. Foi inclusive o apelo público que chamou a atenção dos membros do Guinness Book, já que as fotos eram postadas com hashtags conclamando a instituição a conferir o feito. O próprio artista se surpreendeu com o anúncio do reconhecimento da sua arte, coisa que não lhe passou pela cabeça quando iniciou o projeto. “Eu esperava superar uma marca pessoal, de um painel de 2 mil metros grafitado por mim em Macaé. Mas fico muito feliz em saber que superei um índice mundial”, celebra.



A obra consumiu meses de trabalho, envolvendo, além de Kobra outros dez membros da sua equipe. Foram mais de dez desenhos experimentais elaborados até se chegar ao resultado final; setenta dias envoltos na preparação do muro (tapar buracos, aplicar uma cor de base antes de iniciar a obra) e na conclusão da pintura; dedicação de doze horas diárias. Ao todo foram gastos mais de 1800 litros de tinta branca e 2800 latas de spray.



Todo esse esforço foi mais do que recompensado ao perceber o reconhecimento público perante seu trabalho. O mural tornou-se a maior atração do Boulevard Olímpico, servindo de cenário para milhares de fotos tiradas durante a realização dos jogos. Além disso, o artista acredita que sua mensagem de paz entre os povos foi plenamente captada pelo público.



O trabalho de Kobra ainda contribuiu para abrir caminho para outros artistas que foram convidados pela Prefeitura do Rio de Janeiro para pintar em paredões da região portuária contribuindo para mudar o visual da área. “Eu vejo aquela região se transformando em uma galeria a céu aberto, bem democrática e abrigando diferentes estilos e linguagens”, defendeu o artista que acaba de deixar um legado histórico para o país.
 

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