Jardim surrealista

Concreto e natureza se misturam em construções idealizadas por milionário britânico no México

Quinta, 16 de junho de 2016


Em 1940, o colecionador de arte surrealista britânico Edward James chegou a Xilitla, no México. O também escritor ficou cativado pela exuberância da paisagem de "Las Pozas", e então criou uma espécie de lar fantástico no lugar. Ele concebeu um Jardim de Esculturas que desafia qualquer denominação arquitetônica e transita entre a fantasia e a realidade.



Entre colunas com capitéis de flores gigantes, arcos góticos, portões dramáticos, pavilhões com níveis indeterminados e escadas em espiral que terminam abruptamente no meio do ar, James teve a capacidade de fazer concreto e natureza florescerem juntos.



No meio da floresta Huasteca, em San Luis Potosí, Las Pozas tem ares de labirinto, com suas várias cachoeiras e piscinas naturais, intercaladas com grandes esculturas surrealistas, vigas em forma de serpentes segurando um único vaso, portas que não se abrem, escadas que levam a lugar nenhum, e até uma biblioteca sem livros.



Filho de um magnata americano que dedicou parte de sua vida às artes, Edward James era apaixonado pelo surrealismo e foi um dos principais apoiadores de artistas como Salvador Dalí e René Magritte. 



Quando o milionário faleceu, em 1984, o jardim ficou sem recursos para sua manutenção, abandonado por mais de uma década. A natureza, então, tomou conta de toda a área. Somente em 1997 foi criado um fundo para sua preservação. Agora, o jardim está aberto à visitação.

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