Refúgios Naturais

Uma homenagem aos profissionais que tecem ambientes encantadores com cores e texturas

Domingo, 04 de outubro de 2015
O diálogo entre paisagismo, arquitetura e design tem uma fluidez instantânea, o verde traz ao concreto a vida que o cinza pede, realçando as formas, disfarçando as imperfeições, rompendo a rigidez e provocando uma atmosfera suave.
A poesia que o paisagista traz para o cotidiano faz renovar os ares da rotina. Em homenagem ao dia do paisagista (04/10) selecionamos alguns profissionais e belos projetos que representam essa arte.

Alex Hanazaki: O jardim mais bonito do mundo


Com mais de seis mil metros quadrados, o jardim desenhado por Alex Hanazaki foi eleito o mais bonito do mundo pela Sociedade Americana de Arquitetos Paisagistas em 2014.
O terreno foi dividido em três partes: a casa em um patamar mais alto, o jardim em uma altura intermediária e, no patamar mais abaixo, fica um campo de futebol.



Muita grama e capim-do-texas foram usados para formar os desenhos geométricos, além de duas jabuticabeiras que dão ainda mais graça para o espaço. O jardim foi concebido para complementar esteticamente a casa da arquiteta Debora Aguiar.


Inhotim

Localizado em Brumadinho, Minas Gerais, os jardins do Inhotim são singulares, com uma beleza rara e um paisagismo que explora todas as possibilidades estéticas da coleção botânica, que tem mais de 4.200 espécies.

  

O paisagismo do Jardim Botânico do Inhotim explora os padrões estéticos como um instrumento de sensibilização popular sobre a importância da biodiversidade.   A flora semeada acompanha os visitantes no passeio em busca da arte. No Instituto Inhotim, a arte é contemporânea, por isso, se mistura entre espécies raras e adultas do jardim tropical.





Gilberto Elkis
A valorização do bem-estar e da qualidade de vida somada a busca por uma maior harmonização e embelezamento de espaços é uma das premissas do profissional, que adapta as necessidades do ambiente à sua paixão: as plantas. Abaixo o ambiente que o arquiteto e paisagita concebeu para a mostra Fia Flora.





Benedito Abbud

Com 40 anos de profissão, Benedito Abbud é considerado um dos grandes nomes brasileiros do paisagismo. Os projetos que Abbud desenvolve visam proporcionar lazer, convívio social, esporte, cultura, contemplação e educação ambiental: “Assim, buscamos mostrar que o paisagismo não é um simples jardim e sim um espaço externo com opções de lazer e relaxamento em meio à natureza, o que acaba por agregar valor ao espaço público e ao empreendimento”.



O Jardim de Menara no Marrocos é um ícone do oriente que inspirou o projeto homonimo de Abbud. Aliando aarquitetura e paisagismo, o resultado é um projeto singular, com sofisticada harmonia.

Augusto Ruschi 

A Reserva Biológica Augusto Ruschi é uma unidade de conservação de proteção integral brasileira localizada no município capixaba de Santa Teresa. Feita em homenagem ao naturalista Augusto Ruschi, conhecido como o “cientista dos beija-flores”, que tinha uma grande preocupação com relação às ameaças ao meio ambiente e que fez grande contribuição para a botânica brasileira, a área é um santuário.


Reflexo em lagoa da Reserva Biológica Augusto Ruschi | ©Palê Zuppani




Jardim Botânico do Rio de Janeiro



O Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi fundado em 13 de junho de 1808. Ele surgiu de uma decisão do então príncipe regente português D. João de criar um jardim para aclimatação de espécies vegetais originárias de outras partes do mundo. Hoje são 137 alqueires com 8 mil tipos de plantas e flores nacionais, estufas, orquidário e bromeliário. Na área ainda há o Espaço Tom Jobim que faz parte do corredor cultural do Jardim Botânico. O espaço criado em 2008, homenageia o compositor e maestro Antônio Carlos Jobim, que expressou seu amor pelo Jardim em textos e canções.



Burle Marx

Conhecido por ser uma referência máxima do paisagismo, não só no Brasil, mas também no exterior, Roberto Burle Marx trouxe uma nova visão sobre o paisagismo.
A admiração e o resgate de espécies nativas brasileiras foi o grande diferencial do paisagista, que gostava de fazer incursões na mata e encontrar espécies desconhecidas, Burle Marx trazia as plantas como um contraponto ao concreto, provocando a sensação de movimento.


Fazenda Vargem Grande
A obra de Burle Marx na antiga fazenda de café do Vale do Paraíba é como uma sinfonia de exuberância e beleza. O jardim tropical, criado por Roberto Burle Marx no início dos anos 1970, devolveu a exuberância, criando massas verticais feitas de pedras e plantas, dando novas formas aos canais de irrigação para produzir quedas de água artificiais e pequenas lagoas com diferentes espécies vegetais aquáticas.


Praça dos Cristais
Ao criar o projeto de paisagismo da Praça dos Cristais, Burle Marx utilizou 53 tipos de plantas, muitas delas não nativas do cerrado. Algumas não se adaptaram ao clima de Brasília e não sobreviveram. Outras resistiram e estão lá até hoje. Um exemplo é o buriti de aproximadamente 12m que se encontra no local há 38 anos.


Parque das Mangabeiras
Encravado na Serra do Curral, o Parque Municipal das Mangabeiras é um dos maiores e mais belos redutos ecológicos de Belo Horizonte. Com projeto paisagístico assinado por Burle Marx, é a maior área verde da cidade, com 2,3 milhões de m² de matas nativas, onde se pode fazer trilhas no meio de micos, esquilos e outros animais silvestres. O espaço conta ainda com quiosques, quadras poliesportivas, brinquedos para crianças e arenas para shows e teatros.

COMENTÁRIOS

Nilza Soares Gomes 05/10/2015 19h07

Amei! E de tirar o fôlego. Parabéns. Isto é dedo de Deus!

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