A EXPOSIÇÃO UNIVERSAL 2015

A Exposição Universal, deste ano, tem sede em Milão-Itália e continua até novembro de 2015.

Segunda, 20 de julho de 2015
 
A Exposição Universal, deste ano,  tem sede em Milão-Itália e continua até  novembro de 2015. Reúne mais de 140 países em torno do debate acerca da produção mundial de alimentos de maneira limpa, justa e sustentável, acerca da proteção dos recursos naturais e da geração de energia, dentre outros temas da atualidade.

A exibição acontece desde 1851, quando foi inaugurada pela Rainha Vitória da Inglaterra, sob o nome de “Grande Exposição de Trabalhos das Indústrias de Todas as Nações”.

 Idealizada pelo Príncipe Albert, surgiu como uma plataforma para promover a troca de conhecimento entre povos, para compartilhar tecnologias, inovações e descobertas influenciando o desenvolvimento da arte, da educação, do design, do comércio, turismo e também das relações internacionais.
Ao longo do último século, o evento foi cenário de eventos históricos. Em 1876, na Filadélfia, Graham Bell apresentou sua nova invenção, o telefone. Na edição de 1899, em Paris, a Torre Eiffel foi construída em comemoração à Revolução Francesa. Em 1938, o Concurso para o Pavilhão Brasileiro de Nova York teve como vencedor  o projeto de Lúcio Costa que abdicou de seu direito, para desenvolver um projeto conjunto com o arquiteto  classificado em 2º lugar no concurso,  Oscar Niemeyer.

Nesta edição, o tema “Alimentando o Planeta - Energia pra a Vida (Feeding the Planet, Energy for Life)”, provoca a reflexão acerca como alimentar a população do planeta, estimada para chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050.
 
Com área de mais de 1 milhão de m2, o  projeto expositivo está estruturado por dois eixos centrais o “Cardus” (Italia Avenue) e o “Decumanus”  (World Avenue) como nas concepção de cidades do período romano. 


(foto ©  Ginés Ballesteros) 



(foto ©  Ginés Ballesteros)

Ao longo dos eixos de percurso os pavilhões apresentam discursos diversificados, em função de seus objetivos e expressões culturais, capacidades tecnológicas, e proposições em torno do tema. 

foto ©  Ginés Ballesteros)
 
Os percursos que dão acesso aos pavilhões tem cerca de  2 km de extensão e é  integrado por 6,5 km de canais e mais de 30 mil m2 de área verde.
 
O Pavilhão da Itália foi concebido como um emaranhado de estruturas evocando a sobreposição de galhos de arvores como em uma “floresta urbana”. 
Executado em concreto biodinâmico e superfícies fotovoltaicas. 


Pavilhão da Itália  (foto ©  Ginés Ballesteros)
 
O “Palazzo Itália”,  projeto dos escritórios  Nemesi & Partners, Proger SpA e Bms Progetti Srl, é o ponto mais alto no parque da Expo 2015.
O tema da árvore reforça a simbologia da vida, tema fundamental de todo o debate acerca da alimentação da preservação do planeta. 


A “Árvore da Vida” integra o Pavilhão da Itália. (foto © Ginés Ballesteros)
 
O Pavilhão da República Tcheca traz como elemento principal a água, evidenciando sua posição de liderança em tecnologias de purificação de água, atualmente com o uso de nanotecnologia. O tema da água evoca, ainda, seus 3 importantes rios Elba, Oder e o Danúbio, bem como faz referência às suas famosas áreas de Águas Termais, como Karlovy Vary e Marianske Lazne, ressaltando o pontencial turístico do país.
A água também está presente num dos produtos mais tradicionais da cultura e da economia tcheca, a Cerveja.

Pavilhão da República Tcheca – Projeto de Chybik + Kristof Associated Architects  (foto ©  Ginés Ballesteros)
 
O conceito expositivo desenvolve os temas de suas práticas na produção de alimentos, seus avanços tecnológicos  como nos campo da Energia, da Química, da  Bioquímia e da Nano-tecnologia. Evidencia, ainda, a tradição na produção de estruturas metálicas.
 

No Pavilhão Britânico, uma escultura “habitável”, proposta do Artista Plástico Wolfgang Buttress, cujo conceito, faz um paralelo entre as interações de uma colméia e daquelas que acontecem nas sociedades humanas. 


Pavilhão Britânico (foto ©  Ginés Ballesteros)

O acesso passa por um pomar, com espécies frutíferas típicas e por um prado, até atingir a  “Colméia”. Uma estrutura desmontável de cerca de 170.000 peças, composta de três componentes principais - varas, hastes e nós, reunidos em 32 camadas horizontais, como uma mega-treliça.


Pavilhão Britânico (foto ©  Ginés Ballesteros)
 
O projeto propõe um exercício de percepção através das camadas de sua estrutura. 

Pavilhão Britânico (foto ©  Ginés Ballesteros)
 
O Pavilhão do Japão traz o conceito de “Diversidade Harmoniosa”. A cultura do arroz representando uma maneira equilibrada de se alimentar, como um modelo saudável, sustentável e que pode reduzir os problemas da fome e da preservação do meio-ambiente.


Pavilhão do Japão - Projeto de Makio Hasuike, Fumiko Ito, Toyo Ito, Hidenobu Jinnai, Motomi Kawakami, Koji Kinutani, Kundo Koyama, Kozo Sato  (foto © Ginés Ballesteros) 



Pavilhão do Japão - Projeto de Makio Hasuike, Fumiko Ito, Toyo Ito, Hidenobu Jinnai, Motomi Kawakami, Koji Kinutani, Kundo Koyama, Kozo Sato  (foto © Ginés Ballesteros) 

Com o conceito de “Terra da Esperança”,  projeto de  Studio Link-Arc em parceria com a Tsinghua University – a arquitetura do Pavilhão da China  se estrutura em madeira, com o conceito de “ondas de trigo”

Pavilhão da China (foto: Ginés Ballesteros) 

Organizados em feixes suspensos, em referência a arquitetura tradicional e a agricultura chinesa, os temas desenvolvidos, são relacionados a coexistência entre homem e natureza. 

Pavilhão da China  (foto ©  Ginés Ballesteros)

No interior, os painéis de bambu que marcam o perfil do telhado trazem sombreamento em um espaço de luz, sombra, textura, cor  e transparências. 

A estrutura do Pavilhão da Bélgica, sugere um modelo exemplar de planejamento urbano, no conceito de “Lobe City”, com aspectos de responsabilidade e interatividade e de conceitos de eco-sustentabilidade. 

Pavilhão da Bélgica (foto ©  Ginés Ballesteros)


Pavilhão da Bélgica (foto ©  Ginés Ballesteros)
Um laboratório de inovações tecnológicas nos campos de alimentos, tecnologias e de métodos alternativos de produção de alimentos.


O Pavilhão da Malásia traz o conceito da “floresta de sementes”, uma reflexão acerca do potencial interior de crescimento. 

Pavilhão da Malásia (foto ©  Ginés Ballesteros)
 
As estruturas externas são construídas com “Glulam”, tipo de madeira laminada colada. A escolha de glulam, combinado com a forma estruturalmente complexa é uma proposta para apresentar as capacidades da Malásia em termos design e materiais inovadores.

O Pavilhão da Colômbia, com o tema “Naturalmente Sustentável”, apresenta as potencialidades do país em assegurar produção de alimentos em processos limpos de produção e em quantidade suficiente para todos.


Pavilhão da Colômbia (foto ©  Ginés Ballesteros)

Devido à sua vasta gama de recursos naturais e seu clima que não apresenta variações ao longo do ano, o país se coloca como possibilidade real de equilíbrio natural entre a humanidade e a  natureza.

Pavilhão da Colômbia  (foto ©  Ginés Ballesteros)

O Uruguai participa pela primeira vez com seu próprio pavilhão. Com o tema "A vida cresce no Uruguai" o projeto sugere o conceito do perfeito equilíbrio ambiental entre espaços verdes e áreas construídas.

Pavilhão do Uruguai  (foto ©  Ginés Ballesteros)


Pavilhão do Uruguai  (foto ©  Ginés Ballesteros)

A estrutura em espiral foi projetada com materiais totalmente reutilizáveis ​​e recicláveis.

O Pavilhão da Polônia , com projeto do 2pm Architekci traz  o simbolismo de um jardim secreto. 

Pavilhão da Rússia (foto ©  Ginés Ballesteros)


Pavilhão da Rússia (foto ©  Ginés Ballesteros)

 

Um “muro” de caixas de madeira, oculta o jardim de macieiras,  como uma estrutura para “embalar”,  para apresentar o potencial da agricultura do país. 


O Pavilhão da Rússia, projeto do escritório Speech liderado pelo arquiteto russo Serguêi Tchoban, traz o conceito de “continuidade”, em alusão ao fato de há mais de 100 anos a arquitetura soviética estar presente na Exposição Universal.
Os elementos construtivos reforçam o conceito, como a estrutura em balanço de 30m de extensão na entrada, revestida de aço inoxidável polido para trazer a reflexão como elemento de continuidade. No interior o piso é semi-transparente e o telhado é um terraço-jardim.


Pavilhão da Rússia (foto ©  Ginés Ballesteros)


O Pavilhão da Alemanha se apresenta como “Campo de Idéias” e por isso os elementos principais são inspirados em elementos da natureza, como as “grandes vagens” que sugerem ser os  “semeadores de idéias”.


Pavilhão da Alemanha – Projeto de Lennart Wiechell, Schmidhuber, Milla & Partner, Nüssli
 (foto ©  Ginés Ballesteros)

As estruturas integram arquitetura e tecnologia fotovoltaica orgânica de ponta, que se transformam em "árvores solares”. Coletam energia durante o dia para, dentre outros fins, promover a iluminação noturna.


Pavilhão da Alemanha (foto ©  Ginés Ballesteros)

Os setores “Solo, Água, Clima Biodiversidade” entre outros presentes no Pavilhão tematizam o mundo e as potencialidades da produção e do consumo sustentável através de processos eficientes.
 
A tecnologia digital também está presente na Exposição, com o conceito da “digital smart city”, que combina experiência real e virtual. Com o uso de tecnologias inovadoras tecnologias de comunicação, de serviços e de eficiência energética, os visitantes recebem informações detalhadas e interagem com os pavilhões  através de seus smart phones.
 
O  público esperado é de aproximadamente 20 milhões de visitantes.
A próxima edição está programada para acontecer no Cazaquistão em 2017.

 

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