LAMPE BERGER PARIS, UM CLÁSSICO

De utensílio hospitalar a peça de colecionador, a elegante lamparina francesa atribui aromas e distinção a ambientes com design.

Sexta, 15 de agosto de 2014
Nenhum dos nossos sentidos tem uma conexão tão importante e direta com a nossa memória quanto o olfato. Além de construir um link instantâneo com momentos que nos foram importantes, ele está diretamente conectado a outras sensações, como paladar, atração ou repulsa, e nos auxilia na leitura de novas experiências. É o mais primitivo e intrigante dos sentidos, e sem dúvida o mais associativo. Intuitivamente nos sentimos à vontade em ambientes de aromas agradáveis e este cuidado tem sido levado a sério tanto em residências como em ambientes corporativos, que perceberam que irradiar os aromas certos também fazem parte da arte de receber. A aromaterapia, tratamento fitoterápico baseado no princípio de que os diferentes aromas acionam respostas específicas no cérebro humano conduzindo-o ao resultado desejado, encontra nos óleos essenciais a forma mais pura de extrair os benefícios das plantas, e nas lamparinas difusoras de aroma, como a francesa Lampe Berger Paris, sua forma mais elegante e requintada de aromatizar ambientes.



Inventadas em 1898 pelo boticário Maurice Berger, as lamparinas agiam por um sistema de difusão por catálise e tinha por única função purificar o ar contaminado de enfermarias em hospitais. O óleo de aroma neutro inserido nas mesmas, patenteadas por ele, visava a assepsia dos ambientes hospitalares e foi logo de grande utilidade. Em 1907, passaram a ser usadas também em casas, e em 1930 a ideia de inserir fragrâncias à mistura também foi dele, e nasceu então a companhia.
Além da funcionalidade pertinente à época que já garantiria um mercado, desde o início, a marca se tornou objeto de desejo e atraiu a atenção de colecionadores famosos como Jean Cocteau e Pablo Picasso, mas foi somente nos anos 1980 que a marca decidiu por expandir seu horizonte para o mundo do design. Desde então tornou-se uma verdadeira queridinha dos apaixonados por decoração, design e aromas. Além das inovações em design, a Lampe Berger investiu também em desenvolvimento de tecnologia em fragrâncias e conta hoje com mais de 80 opções em óleos aromatizantes que podem ser dissolvidos à solução neutra original para os consumidores mais sensíveis. O Anual Design pinçou alguns modelos da marca que são vendidos no Brasil. Os modelos clássicos giram em torno de R$400 e alguns modelos da linha “edições de arte” são assinados por designers renomados como Chafik ou Jean Baptiste Sibertin Blanc, que já trabalhou à frente de marcas como Hermès, Christofle e Ligne Roset, e podem chegar a R$8 mil. Caso tenha ficado interessado pelas fragrâncias Lampe Berger, a Mac Móveis Gyn é uma das distribuidoras autorizadas da marca. Saiba mais aqui. 





Ceci n’est pas une Lampe – Design de Jean Baptiste Sibertin Blanc


Réa – Custa 7.990 reais e tem base de cobre patinado, um corpo de porcelana de Limoges, uma tampa de ouro e um estojo Sapelli em madeira exótica.


Etretat – Design de Régis Dho. Custa 3.700 reais.


Vibration – Feita em Cristal e assinada pela tradicional marca francesa de cristais, Lalique, custa 7.500 reais.


Fifi – Em azul profundo e ouro, tem assinatura de Hilton Mc Connico e custa 6.200 reais.


Ikki Ai – faz a linha divertida da marca e custa 430 reais.


Les Tournesols – a lamparina em porcelana faz homenagem a Van Gogh e custa 895 reais.


Quatre saisons – Cada face desta lamparina representa uma estação do ano em afrescos de art nouveau, e custa 895 reais.


Barque Rouge – Feito em grés porcelânico e revestido em esmalte craquelé, este modelo custa 395 reais.

COMO FUNCIONA
O suporte de catálise escolhido é a cerâmica do catalisador AIR PUR System 3C. Após inserir a fragrância escolhida no frasco, onde se encontra um pavio que ficará embebido no líquido, basta acender a cerâmica e deixar queimar por dois minutos, em seguida apague e feche com a tampa vazada que protege do contato acidental ao mesmo tempo que permite a difusão dos aromas. A eliminação dos odores é feita ao redor do catalisador cuja temperatura extremamente elevada (500°C) permite a catálise: atraídas pelo calor, as moléculas entram em contato com a zona de catálise que as destrói. O catalisador favorece a oxidação das mesmas e impede que elas se recombinem. Simultaneamente, por meio de um condutor localizado no centro do catalisador, o perfume migra da lamparina para a superfície, assegurando uma difusão rápida, homogênea e durável do perfume no cômodo. O prazo de vida do catalizador é de 200 usos.

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