NOVO PLANO DIRETOR DE SP QUER PRÉDIOS MAIS BAIXOS

A proposta é que prédios maiores que oito andares não sejam construídos nos miolos dos bairros.

Segunda, 17 de março de 2014
O novo plano diretor da cidade de São Paulo, finalizado durante a atual gestão de Fernando Haddad (PT) está prestes a ser votado em audiências públicas, e deverá determinar como a maior cidade do país vai crescer nos próximos anos. Esse conjunto de normas, que teve a sua proposta entregue em setembro de 2013 à Câmera Municipal, tem no dia 19 de março a data para sua apresentação final, com as substituições feitas pelo relator da proposta, o vereador e urbanista Nabil Bonduki.



Entre as inúmeras mudanças que o plano diretor propõe, está uma que influencia diretamente o skyline paulista e a mobilidade urbana (algumas outras propostas e discussões já havíamos mostrado aqui), que é a lei que pretende proibir a construção de edifícios com mais de 25 metros, cerca de oito andares, no miolo dos bairros verticalizados de São Paulo. Caso o plano seja aprovado com esta redação, a construção dos chamados espigões só será permitida em grandes avenidas servidas por transporte público e áreas vizinhas. A ideia é concentrar o adensamento (o aumento de moradias) nas regiões que realmente interessam, ou seja, aquelas onde circulam ônibus e metrô, freiando, assim, o crescimento nos miolos. Bairros como Moema, Morumbi e Perdizes, pedras preciosas do mercado imobiliário paulista, já estão bastante verticalizados, mas teriam que seguir a nova lei caso aprovada, diminuindo o conflito que já  existe hoje, de acordo com Bonduki.



Em áreas onde já vigoram restrições de construção, como Pacaembu e parte do Alto de Pinheiros, onde predominam residências, a proibição de prédios de qualquer altura deve continuar. Além disso, a nova lei prevê a ampliação das habitações de interesse sociais, voltadas à população de baixa renda, incentivando construções para quem ganha entre 6 e 12 salários mínimos. O local onde essas residências serão levantadas ainda não está definido, mas já se sabe que as construtoras interessadas receberão incentivos econômicos para realizar o projeto, uma vez que será mais caro construir imóveis no centro expandido da cidade, onde a oferta já é alta.



OUTRAS PROPOSTAS
- Criação de uma Zona Especial de Proteção Cultural (Zepec);
- O extremo sul da cidade deve se tornar definitivamente área rural, diferente do que é hoje, permitindo apenas construções não residenciais;
- Novas e mais altas outorgas onerosas (contrapartidas pagas por construtoras para novos empreendimentos) para quem construir prédios comerciais no centro e, no efeito inverso, incentivos para quem construir fora dessas áreas;
- Criação de Pólo de economia criativa e de pólos de desenvolvimento nas zonas Leste, Noroeste e Sul.

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