O rei das história em quadrinhos agora em livro

Will Eisner, o Picasso dos comic books, tem sua biografia recém-lançada.

Quarta, 08 de janeiro de 2014
Considerado o pai das graphic novels, o mestre dos quadrinhos Will Eisner ganha biografia que retrata desde sua infância difícil como menino judeu em um bairro pobre e pouco amigável à sua religião até a sua morte, em 2005, aos 87 anos. Uma publicação para ser celebrada e colecionada, o livro Will Eisner: Um sonhador nos quadrinhos foi escrito por Michael Schumacher, responsável por biografias de grandes nomes da cultura pop, como as do cineasta Francis Ford Coppola, do músico Eric Clapton e do poeta beatnik Allen Ginsberg.



Com 424 páginas e tradução de Érico Assis, foi lançado pela Editora Globo em seu selo Biblioteca Azul, reservado para alta literatura, clássicos, ensaios e grandes biografias. Para contar a história deste desenhista insuperável, Schumacher, que não chegou a conhecer a Eisner em vida, ganhou acesso total ao arquivo pessoal do artista e ainda fez uma ampla pesquisa, com dezenas de horas de entrevistas com Ann Eisner (esposa de Will), parentes, amigos, colaboradores, sócios e admiradores.



São mais de 60 anos de carreira e inúmeros personagens emblemáticos, como o herói Spirit, criado em 1940 como uma série de tiras de quadrinhos publicadas em um suplemento de um jornal domincal que conta a história de Denny Colt, um homem que foi considerado morto, mas que na verdade vivia secretamente como um anônimo lutador no mundo do crime. As histórias abordavam uma larga variedade de situações: crime, romance, mistérios, horror, comédia, drama, e humor negro. Um outro grande personagem constantemente retratado por Eisner é a cidade de Nova York, pela qual mostrou paixão em diversas histórias.





Will Eisner – Um sonhador nos quadrinhos aborda também um dos períodos menos conhecidos da carreira do artista, que foram os 20 anos em que desenhou e editou manuais educativos para o Exército dos Estados Unidos.
Uma pequena homenagem à obra e à vida de Eisner, que além de desenhista era roteirista, editor, dono de estúdio e professor, e empresta seu nome ao prêmio de maior relevância dos quadrinhos, o Eisner Award, que reconhece o trabalho dos melhores HQs do mundo.

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