ARQUITETURA PARA ARTE

Paulo Mendes da Rocha assina Cais das Artes, seu primeiro projeto em sua terra natal, o Espírito Santo.

Sábado, 16 de novembro de 2013
Como um navio de 150 metros de comprimento e 20 metros de altura, o Cais das Artes marca a Enseada do Suá, dialogando com a cidade e o mar. A paisagem exuberante da Baía e o Porto de Vitória, terra natal de Paulo Mendes da Rocha, serviram de inspiração para o projeto que é constituído por um museu e um teatro. A principal preocupação do arquiteto foi em preservar a vista para o mar e para tanto, suspendeu os edifícios do solo. O projeto foi um dos destaques da Bienal de Arquitetura de Londres.





O museu é climatizado e contém uma área expositiva de 3 mil metros quadrados, já o teatro conta com capacidade para 1300 espectadores. O museu é configurado por duas grandes vigas de concreto armado protendido paralelas e elevadas do solo em 3 metros. Foram colocados três apoios para cada, a 20 metros de distância uma da outra. Neste espaço estão localizados os salões com 20 metros de largura e diversos comprimentos, distribuídos em três níveis principais. A circulação vertical em rampas e patamares cristalinos criará varandas para a contemplação do entorno natural. Os salões, que serão destinados a exposições, são abertos e comunicam-se entre si e com a praça através de caixilhos inclinados que permitem a entrada de luz indireta refletida pelo piso.



O restante do programa está concentrado em uma torre anexa que vai até o chão com 22 metros quadrados de base e 23 metros de altura. Esta estrutura é conectada ao edifício principal por pequenas pontes. O teatro possui duas galerias laterais com 10 metros de largura, por toda a extensão do edifício que abrigam a circulação tanto do público como de artistas e técnicos, além dos camarins, salas de técnicos e equipamentos. Entre as duas galerias ficam os balcões, o palco e as coxias.





O teatro também é elevado e apenas as áreas técnicas sob o palco e o restaurante tocam o solo. O restaurante é aberto para um passeio junto ao mar, coberto pelo próprio prédio do teatro, cujos pilares externos ficam dentro d´água. A solução se deve às características do solo no aterro e do leito do canal. O conjunto tem tudo para se tornar um novo cartão postal na paisagem da Baía de Vitória.

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