A RESTAURAÇÃO DO MUSEU DO PÃO

O escritório Brasil Arquitetura foi responsável pelo projeto restaurado do museu, localizado na serra gaúcha.

Quinta, 26 de setembro de 2013
Integrar o moinho Colognese, restaurado com novos espaços mais modernos e com usos diferentes, foi o desafio apresentado para os arquitetos do escritório Brasil Arquitetura. Situado no centro de Ilópolis, uma pequena cidade da serra gaúcha, o moinho ganhou dois anexos. Um deles destinado ao Museu do Pão que, além do espaço museográfico, incluiu uma oficina de panificação.

 
Os dois novos volumes são perpendiculares entre si e possuem área semelhante. Junto à entrada principal fica o museu propriamente dito, em sua maior parte, transparente. Ao fundo está localizada a oficina de panificação que é protegida por empenas de concreto.
Segundo os arquitetos Marcelo Ferraz e Francisco Fanucci, a dialética entre tradição e invenção que se pode observar nesse projeto ajuda a recriar uma linguagem e uma expressão que não deixa de ser um traço forte da cultura brasileira.


 
Na estrutura do museu há singularidades como os pilares de concreto com capitéis de madeira, formados por tripla mão francesa e inspirados na estrutura interna do galpão. Três pilares foram projetados com esse design incomum. O pavilhão do museu é apoiado em duas empenas que ficam na porção posterior, junto ao auditório.

 
Os dois novos volumes foram elevados do solo, ficando alinhados com o piso do moinho. E os arquitetos conceberam um passeio arquitetônico que contorna todo o conjunto. O gradil das passarelas teve seu desenho inspirado em elementos diagonais, semelhante aos peitoris encontrados na região. Painéis móveis de araucária protegem a fachada do museu e, com o tempo, vão ostentar o mesmo tom dos fechamentosdo moinho. Como o galpão também mudou a tonalidade com a restauração, haverá uma uniformidade maior.


 
A obra é motivo de orgulho para os arquitetos do Brasil Arquitetura, pois vai além de um projeto de interesse puramente estético. A ideia de restauração e preservação contou com participação direta de Ferraz e Fanucci desde o início do processo.


Fotos: Nelson Kon e Anelise Kunrath
 
O moinho foi recuperado segundo projeto conjunto da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e da 12ª Superintendência Regional do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, que está tombando o prédio. Foi realizado em convênio com o Instituto Italo-Latino Americano (IILA), sediado em Roma. E o contato entre os restauradores e a mão-de-obra local acabou por formar novos profissionais de restauro na região.
 
Para saber mais sobre estes profissionais, clique aqui.

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