A PINACOTECA DE SÃO PAULO

Paulo Mendes da Rocha foi um dos encarregados da reforma da Pinacoteca de São Paulo, localizada em um edifício neoclássico do séc. 19.

Sábado, 10 de agosto de 2013
O projeto de reforma do edifício do antigo Liceu de Artes de Ofícios, do século XIX (1887-1900 de autoria do escritório Ramos de Azevedo), envolveu os arquitetos Paulo Mendes da Rocha, Eduardo Colonelli e Wellington Torres e o artista plástico Emanoel Araújo que estava à frente da direção da Pinacoteca na ocasião. O objetivo era instalar naquele espaço as novas dependências do museu artístico mais antigo de São Paulo.



O edifício neoclássico que estava localizado em uma das regiões, na época mais deterioradas da capital paulista, foi elevado a um dos museus mais modernos do país, capaz de receber exposições internacionais com toda estrutura e competência necessárias. O primeiro passo foi dotar o edifício de uma infraestrutura mais funcional. Foram construídos um elevador para transporte de material e de público, novos sanitários, foram ampliadas as áreas de depósitos e acervo, laboratórios de restauro e biblioteca e toda a rede elétrica foi adequada. Um projeto de iluminação foi encomendado e assinado pelo italiano Piero Castiglioni, autor de projetos para o Museu d’Orsay (Paris) e do Palazzo Grassi (Veneza).



A intervenção previu ainda a consolidação das estruturas em alvenaria que estavam desgastadas e a valorização dos elementos originais da arquitetura da construção. Sobre os pátios internos, os arquitetos colocaram claraboias planas com estrutura metálica reticular e vidros laminados. A cobertura foi apoiada sobre as estruturas de alvenaria, evitando a chuva no local e ampliando os espaços para exposições. As estruturas transparentes também trouxeram luz natural para o interior do edifício.



Para aumentar a incidência de luz, cerca de cem esquadrias de suspensão que vedavam os espaços foram retiradas, ficando seus vãos abertos, potencializando a perspectiva dos ambientes. Assim, a bela alvenaria portante do edifício pode ser destacada. Paulo Mendes da Rocha explica que a espacialidade foi transformada pela inserção das claraboias.



O espaço coberto permitiu ainda a criação de um eixo de circulação longitudinal, mudando o acesso principal do edifício para a Praça da Luz, na face sul, retirando-o da Avenida Tiradentes que possui tráfego intenso. Um prédio mais acessível ao público, histórico e moderno ao mesmo tempo, foi o resultado do projeto.

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COMENTÁRIOS

Daniela Mallard 17/08/2013 08h46

Amei a publicacao sobre a Pinacoteca. Alias, a qualidade do conteúdo da Anual esta cada vez melhor. Leitura obrigatoria!!!!

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