ETÉREA E MONUMENTAL

Em um projeto que traz a arquitetura brasileira a um novo patamar, Guilherme Torres contrapõe essas duas qualidades aparentemente antagônicas.

Sábado, 27 de julho de 2013
O arquiteto Guilherme Torres acertou, mais uma vez, com um de seus mais recentes projetos, localizados no Paraná. Com um desenho intrigante, essa residência, projetada para uma família com dois filhos pequenos, funciona como um grande painel semipermeável, que assegura a privacidade tanto dos moradores quanto dos vizinhos.





Essa permeabilidade, que garante a quantidade ideal de sol e vento dentro da casa, foi conseguida com o uso do muxarabi, um elemento clássico da arquitetura oriental. Fora o seu aspecto visual admirável.





Apesar de ter apenas dois andares, a residência tem ares monumentais e se projeta na paisagem como um grande monolito retangular flutuante. Essa enorme caixa de concreto é sustentada por dois blocos de alvenaria e poucos pilares, garantindo amplos vãos livres.




Outro charme da residência são os jardins etéreos, que contrastam com a arquitetura no estilo modernista brasileiro. No paisagismo, o Capim do Texas chama a atenção, planta alta empregada por Burle Marx em vários de seus projetos, para dar maior movimento e leveza ao conjunto.





O interior, por sua vez, reflete a personalidade dos moradores. O decór é jovial e dá destaque para peças de design assinado, tanto brasileiras como internacionais: a composição dos ambientes conta com a ajuda de mobiliários criados tanto pelo próprio Guilherme Torres, como também por Sérgio Rodrigues, Carlos Motta, Tom Dixon, Eames e outros designers.






Fotos: Denilson Machado

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