TRIÂNGULO AMOROSO

Qualquer forma de amar vale a pena? Essa poderia ser a questão central do filme Triângulo Amoroso (3, Alemanha, 2011). Tom (…)

Terça, 13 de março de 2012
Qualquer forma de amar vale a pena? Essa poderia ser a questão central do filme Triângulo Amoroso (3, Alemanha, 2011). Tom Tykwer, que dirigiu o premiado Corra, Lola, Corra (Lola Rennt, 1998) apresenta uma discussão extremamente contemporânea ao jogar luz sobre a relação amorosa envolvendo o casal Hanna e Simon em crise depois de 20 anos juntos com Adam.
 
 
Hanna (Sophie Rois) é uma apresentadora de programas de entrevistas na TV que vive um casamento não-formal com o curador de arte Simon (Sebastian Schipper) há vinte anos. Em um congresso médico ela conhece o geneticista Adam e tem um caso amoroso. Só que Adam é um homem sexualmente livre e por uma daquelas inusitadas coincidências do destino conhece também Simon em uma aula de natação e os dois também acabam se envolvendo emocional e sexualmente. O romance secreto do trio virá à tona quando Hanna se descobre grávida e não sabe quem é o pai.
 
 
O longa, que foi exibido no Festival de Veneza 2010 e indicado ao German Film Awards em seis categorias, traz uma abordagem madura, sem julgamentos morais sobre os personagens e abre um debate sobre as relações afetivas e sexuais atuais. O cenário é a efervescente Berlim de hoje em dia. Adam é o personagem mais polêmico que não tem pudor de viver suas experiências e defender o que acredita. Em uma cena emblemática quando Simon, depois da transa, fica preocupado em se classificar como gay ou não, Adam simplifica a questão respondendo: “o segredo é dar adeus ao determinismo biológico”. O filme perde um pouco do fôlego na segunda metade, mas não deixa de ser uma trama intrigante e atual com uma pitada do clássico Teorema (1968) de Pier Paolo Pasolini.
 
 


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